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| 7/17/2009 7:50:55 AM Tour: Astana acusada de atrapalhar o antidoping
ROSELYNE BACHELOT, Ministra da Saúde, Juventude e Desportos do Governo francês, acusou nesta quinta-feira 16 de julho os corredores da equipe Astana de terem atrapalhado um controle antidoping, durante a atual edição do Tour de France. A Ministra envolveu ainda a União Ciclística Internacional (UCI), a quem acusa de ter sido benevolente no decorrer desta situação. "Quero que cada um assuma as suas responsabilidades, e que não volte a acontecer o incidente lamentável de sábado, quando se registrou um certo atraso no início de uma operação de controle antidoping, por parte da equipe Astana", começou por alertar a Ministra. "Os ciclistas têm de perceber que não podem ser todos verificados ao mesmo tempo, mas que têm de permanecer sempre sob a vigilância dos médicos controladores", afirmou ROSELYNE BACHELOT. A governante reiterou o seu apoio a PIERRE BORDRY, presidente da AFLD, uma entidade financiada a 95% pelo seu Ministério, relembrando que a "UCI se viu investida este ano da responsabilidade da luta contra o doping no Tour de France”. PIERRE BORDRY tinha acusado os inspetores antidoping da UCI de "complacência". "Fica-se com a impressão de haver um pouco de complacência em relação aos atletas. Não é uma atitude profissional da UCI. Não estou seguro de que se apliquem as mesmas regras a todos, em todas as circunstâncias e condições", havia comentado PIERRE BORDRY. O jornal esportivo francês “L'Equipe”, revelou que alguns ciclistas da Astana, onde competem o americano LANCE ARMSTRONG e o espanhol ALBERTO CONTADOR, ficaram momentaneamente sem vigilância por parte dos inspetores antidoping da UCI. Segundo o jornal, o fiscal da entidade que supervisiona a competição teria tomado um café com elementos da equipe do Kazaquistão, em Andorra, no sábado dia 11 de julho, demorando quase uma hora para realizar o recolhimento de material dos ciclistas. O irlandês PAT McQUAID, presidente da UCI, mostrou-se surpreendido pelas declarações de BORDRY e negou quaisquer "acusações de que a UCI trata alguns ciclistas de forma diferente". No ano passado, a AFLD levou a cabo os controles antidoping do Tour de France de forma autônoma, depois de um conflito entre os organizadores da competição francesa e a UCI. Na presente edição, a UCI voltou a supervisionar o dispositivo antidoping, em colaboração com a AFLD, que pode identificar ciclistas e solicitar à UCI que os submeta a análises. | ||||||||||||
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