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| 7/17/2008 5:11:17 PM Tour: Riccardo Riccò “dopado e com língua afiada”
Italiano era o cobra do pelotão RICCARDO RICCÒ que foi expulso do Tour de France 2008, minutos antes da largada da 12ª etapa da competição, ocorrida nesta quinta-feira 17 de julho, antes de ser testado positivo por eritropoietina – EPO, havia comprado uma guerra com o pelotão. Sem “papas na língua”, como já é de seu feitio, declarou abertamente: "Para mim, 90 por cento do pelotão são ciclistas inúteis. Estão na largada e se limitam a chegar à meta, dia após dia, ano após ano. Eu os chamo de vegetais... Estão ali, mas nunca servem para nada. Nunca serei assim. Gosto de atacar e, se algum dia for como eles, será o momento de me aposentar." O até então vencedor de duas etapas do Tour de France, antes da desclassificação por doping, com veneno na língua, tem sugestivamente o apelido de "Cobra". Qualquer semelhança com o apelido não é coincidência: Por sua vez, as suas declarações, sobre tudo e todos, são tão polêmicas que por si bastam para traçar a personalidade do escalador, em cima e fora da bicicleta. Na Itália, e até fora de seu país, ele é comparado ao lendário MARCO PANTANI. As semelhanças com o seu antecessor italiano são evidentes, e uma década após a vitória de PANTANI no Tour de France, a vitória na etapa do último sábado dia 12, em Bagnères de Bigorre, após ataque no Col do Aspin, fez o jornal L'Equipe estampara a seguinte manchete: RICCÒ arrancou para a vitória na etapa com as mãos na parte baixa do guidão, em um estilo que lembra o falecido Pirata, o seu ídolo aos 14 anos e de quem guarda, diz, o maior troféu: A biografia de RICCÒ é tão curta quanto o seu currículo: Despontou no último Giro d’Italia, na qual ganhou duas etapas e encantou jornalistas também com sua língua afiada: Levantou dúvidas sobre a preparação do espanhol ALBERTO CONTADOR para a competição, já que vinha de férias e foi convidado a competir o Giro na última hora. Se envolveu também em uma polêmica com o compatriota EMANUELLE SELLA e a equipe CSF, que chegou a acusar estar comprada pela Astana de CONTADOR. No final, depois de tanta polêmica, foi segundo, mas não parou de disparar: "Contador teve mais sorte, mas não foi o mais forte". RICCÒ que colhia inimizades em todo o pelotão, agora após o doping, terá inimigos fora dele também. | ||||||||||||
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