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2/11/2008 3:07:44 PM

Michael Rasmussen enfrenta processo disciplinar


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Dinamarquês Michael Rasmussen terá que encarar processo disciplinar

A UCI União Ciclística Internacional ordenou à Federação de Ciclismo do Mônaco a abertura de um processo disciplinar contra MICHAEL RASMUSSEN, que admitiu ter mentido sobre a sua localização nos meses antecedentes ao Tour de France de 2007, e com isso inviabilizou a realização de vários controles antidoping fora de competição.

O comunicado emitido pela UCI deixa questões por responder:
As responsabilidades da equipe Rabobank e o fato do ciclista não ter sido suspenso antes da prova, se já tinha recebido quatro avisos.

Foi em pleno Tour de France que a União Ciclística da Dinamarca (DCU) anunciou o afastamento de RASMUSSEN da Seleção que iria apresentar o Pais no Mundial do ano passado e nos Jogos Olímpicos de Pequim, justificando a decisão com os quatro avisos que o ciclista recebera:
Dois da UCI, em março de 2006 e junho de 2007, e dois da agência antidopagem da Dinamarca, em abril e junho de 2007.

Três avisos em 18 meses determinam a abertura de um inquérito disciplinar.

Antes do Tour de France, RASMUSSEN acumulou quatro e, por isso, o diretor da DCU, JESPER WORRE, questionou na altura o porquê do ciclista não ter sido suspenso antes da prova francesa.

A UCI não dá uma explicação para essa falha no comunicado emitido, mas o inquérito disciplinar de RASMUSSEN vai avançar.

Uma "extensiva e cuidadosa investigação das circunstâncias" determinou que o ciclista (que tem licença emitida por Mônaco) violou três artigos dos regulamentos antidoping sobre requisitos de localização dos atletas, fuga à recolha de amostras e manipulação ou tentativa de manipulação de um controle antidopagem.

Para a UCI, o atleta "fugiu a controles de uma forma premeditada, evitando que testes tenham sido efetuados".

Acusações que, "se provadas, implicam uma suspensão de dois anos".

O ciclista dinamarquês admitiu, em novembro, que deu à UCI informações erradas sobre os locais de treino, mas insistiu que nunca se dopou e que tem provas de que os responsáveis da sua equipe sabiam onde ele treinava (registros de contatos e de transferências de dinheiro).

Entretanto, a UCI não anunciou a abertura de qualquer inquérito sobre as responsabilidades da Rabobank.

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