Terá início neste Domingo 10 de junho na cidade americana de Ocean Side na Califórnia, a 26ª edição da Race Across America, a maior prova de Ciclismo Endurance do mundo.
Os competidores pedalarão nada menos que 4.898,6 km ininterruptamente, até cehgarem na cidade de Altantic City, em Nova Jersey, indo do Oceano Pacífico ao Atlântico.
Bicampeão das 24 Horas de Fortaleza na categoria solo, vice-campeão do Extra Distance e diretor-técnico da equipe A Tribuna/ Unilus, o ciclista santista CLÁUDIO CLARINDO quer entrar para a história do ciclismo de longa distância, sendo o primeiro latino-americano a completar a RAAM.
Dizendo estar tranqüilo e preparado, CLARINDO sabe das dificuldades, mas está confiante.
Aos 30 anos de idade, ele disputa provas de endurance desde 2002.
Acompanhe entrevista com o ciclista sobre a sua estréia na RAAM:
Como surgiu a idéia de participar da RAAM?
Surgiu há muito tempo, desde que João Paulo Diniz fez sua primeira travessia em quarteta, em 1996.
Já sabe exatamente o que vai enfrentar?
Já estudou percurso, altitudes, climas?
Entro no site da prova todos os dias e converso muito com a minha equipe de apoio.
Sei o que vou passar, mas também sei que estou a cada dia mais preparado.
Está preparado para todas as dificuldades?
Vou lá para completar.
Alterei a minha vida para esta conquista, penso muito nisso.
Possuo amigos e patrocinadores para isto.
Qual será a estratégia no início?
Quero começar a prova como se estivesse num treino longo, tranquilo e muito feliz.
Depois, vou continuar a fazer o que mais me sinto seguro, pedalar, pedalar, pedalar.
Sem stress.
Serei o que sou no Brasil.
Quem fará parte equipe de apoio?
Tenho quatro nomes como base.
O ciclista Willian Carvalho (Japão), os triatletas José Carlos Castro e Romualdo Kubiak, o atleta de provas de aventura Marco Antonio Dias.
Os médicos Miguel Naveira e Marcello Romiti, que cuidam de mim e me fazem suportar treinos intensos, sem adoecer, também são da equipe.
Eles prepararam tudo, mas não poderão ir.
Qual o grau de importancia do pessoal de apoio?
Nossa equipe possui um lema: Unidos até o fim.
Temos de estar juntos todos na mesma sintonia.
O Doutor Castro foi um dos meus primeiros patrocinadores e é uma honra estarmos juntos neste, que é o meu maior feito esportivo.
O Marcos, o Japão e o Kubiak são grandes amigos e me conhecem muito.
A média de idade é de 50 anos.
Então a regra de experiência de vida falará mais alto.
Qual a expectativa de ser o primeiro Sul-Americano a completar o solo?
Vou sentir isto lá.
Quero muito escrever meu nome na história do ciclismo nacional e Latino-Americano.
Dar uma propulsão maior ao ciclismo de longa distância em nosso país.
Estou vivendo uma vida dirigida ao ciclismo e não quero pensar um dia que fiz tudo isso em vão.
Pensa em vitória?
Vitória é a consequência de uma ótima prova, penso em completar.
Você terá como rival um outro santista, com quem já competiu e em certo momento foi parceiro numa disputa. Isso é motivação a mais, ou na hora da prova, não tem como pensar nisso?
A RAAM é o meu maior objetivo.
Faço ciclismo de longa distância há muito tempo e iniciei outros atletas há disputarem esta modalidade.
Hoje me deparo com a RAAM como um grande desafio.
Não me preocupo com os outros atletas e sim com os 4.800 km, que tenho que completar.
Desde quando está programando esta participação?
Há uns três anos, a vaga foi complicada de arranjar (risos).
Qual foi a maior dificuldade para esta viagem?
Treinar para a RAAM é muito duro, pois ainda tenho a equipe feminina para cuidar.
Elas estão numa projeção muito grande; amo minha equipe e minhas atletas.
Elas acreditam no trabalho sério que estamos realizando e a Confederação Brasileira vem nos auxiliando neste sonho.
Como foi a preparação?
Conta sobre os treinos?
Treinar foi difícil, histórias eu tenho várias para contar, mas a companhia de atletas que estão despontando e a concepção do meu próprio eu, foram os pontos mais importantes e que levo para minha vida para sempre.
Além de pedalar longas distãncias, o que mais utilizou para se preparar para a RAAM?
Voltei andar um pouco, mas um segredo são as conversas que tenho com meu diretor (Marcos Clemente Santini, diretor-presidente de A Tribuna).
Ele me auxilia desde 1996 e me orienta em certos momentos.
Isso me traz um ganho de experiência.
Parece pouco, mas para uma prova desta magnitude são os pequenos detalhes que fazem a diferença.
Já tem dimensão do que é completar a RAAM?
Ainda não!
Tomara que eu sinta tudo aquilo que imagino durante os treinos.
Quero retribuir todo o apoio, principalmente a Unilus, pelo Dr. Nelson Teixeira, um reitor que depositou em mim uma confiança ímpar.
Planos futuros após a RAAM?
Continuar com a longa distância e trabalhar muito com a equipe A Tribuna/ Unilus.
Vamos colocar em prática o projeto Olimpíada 2008 e tentar colocar uma de nossas atletas na seleção para Pequim.
Qual o equipamento usará na RAAM?
A Ciclovece é a responsável pelo meu material.
Estarei com bike Scott CR1 Dura-Ace, uma máquina.
Quais seus patrocínios para a prova?
Unilus (Fundação Lusíada), A Tribuna, Ciclovece, Vo2 Max, Angio Corpore, Oakley e Vila Rica Park.
Fique por dentro:
>> Cobertura completa do evento
Com a colaboração de Fábio Maradei